terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Depois de Ver... O Medo.


"...
- Ei... Tá com medo?
Ela assentiu com a cabeça.
- Que bom! - respondeu ele - Isso significa que você está sentindo. Só não deixa ele te impedir de fazer.
..."

Depois de Ver... A Última Frase.


E aquela última frase, só colocou mais dúvidas onde eu só queria certezas.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Depois de Ver... A Contra Mão.


Parei hoje no meio do caminho, bem no meio da passada, e me perguntei: Onde será que me perdi? Em qual desses segundos, em qual trecho, em qual quilometro eu me perdi? E percebi que em algum momento, algum metro atrás ficou a vontade de mudar o mundo, e só restou o desejo pulsante de mudar a própria vida. Mas não foi por muito tempo, perdeu-se também isso e só restou a vontade de mudar o dia, e só? Que também foi-se em um piscar de olhos, em uma análise e outra, em uma planilha e outra, em um “hoje é dia de semana” e outro, em uma solidão qualquer.

Me perdi, e nas poucas vezes que corro desesperadamente na direção contrária, sôfrego e cansado, e nos poucos segundos que me permito viver essa louca lucidez, me vejo arrastado por um mar de sorrisos amarelos, conformados, e vazios, que me impelem para a direção “certa”. E as lagrimas correm numa facilidade descomunal e me banham a alma com a complacência que me cabe. Me travisto de homem feito, guardo nas gavetas, a arte, a música, a poesia, os sonhos e o brilho no olhar, e corro as voltas do próprio rabo na tentativa vã de vencer mais um dia.

A noite!? Deito conformado, em num berço silencioso, e tento dormir o sono dos justos, sabendo que não vivi um só segundo das 24 horas, e sonho com o novo dia em que a vontade retornará, as questões me impulsionarão novamente contra a maré de sanidade, e conseguirei ser mais forte que a corrente e me permitirei se perder no mar de ideias que me foi apresentado e tomado em tão tenra idade.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Depois de Ver... Solo!


Não quero nada com o mundo
Não me agradam as regalias e mazelas
Hoje, após tantos calos, prefiro me isentar de todas as coisas boas e até as ruins
Ando preferindo pecar pela falta, a pecar pelos excessos.

Mas tentei, fui me adaptando ao mundo
E nas tentativas de me adaptar que acabei me perdendo,
Foi me perdendo que acabei constatando que há dois caminhos: ou agrado a mim ou ao outro.
E o eu feliz é muito melhor.

Todos por ai correndo atrás dos seus espelhos ideais
Não sou diferente neste quesito
Porem admito rápido minhas falhas, e mostro logo todas minhas cartas.
Bobo é quem acha que sou mais fundo que isso.
Tô voltando a ficar parado, jogar nunca foi o meu forte.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Depois de Ver... Negro Papel.

O papel negro e amarrotado de rabiscos invisíveis;
Leva dos sabores das frutas proibidas, aos pecados;
A timides de um verso, repousa em dobras sensíveis;
E espera na ancia de números embaralhados;

E deslisam de manhã à penumbra;
Sobre olhos de aguia no ato;
Como gato a se esgueirar numa tumba.
E findam a noite na solidão de um quarto;

Sobrevoam pelos, e cabelos em sua dança;
Nas cores da pele, do toque, da lembrança;
O sentido marcado no lábio oculto;

Vive nas sobras do prazer em seu luto;
Do que não é doce, molhado, nem bruto;
E se queixa vil ao sabor da esperança.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Depois de Ver...That I am raining.


I am raining... like no other day.
Thousands and thousands of clouds dusk upon my face;
Storms of glass reflect my soul;

I am freezing...for so many hours;
A stone of warm on the space;
Stopped in the vacuum of the existence;

I am falling... without wings;
Dodging my head of imaginary walls;
And seeing myself like words on the cliff.

I am alone... by my choice.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Depois de Ver... A vontade.


De repente se acendeu em cores
Nas poças, nos quadros, nos telhados
E os anjos, meninos e senhores
Sentiam a ancia dos próprios passados

Desfrutando das letras, do recado
Amando em bandos, aos milhares
Pelas nuvens, cabelos, olhares
Vislumbrou, as entrâncias do pecado

Viu alegrias em escalas de blues
Disparando o vermelho febril
Uma explosão caleidoscópica de luz

E o desejo, no ato possuiu,
Toda graça, que traça e seduz
As vontades de um dia vazio.